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Dia da Mulher é dia de luta e de debate no Câmpus Gaspar PDF Imprimir E-mail

O Dia Internacional da Mulher (8) mais do que uma data comemorativa marca um dia de luta das mulheres e para debater o empoderamento feminino, o câmpus Gaspar convidou a presidenta do Instituto Feminista Nísia Floresta, Georgia Faust, para uma conversa com os alunos. Foram debatidos temas como violência, padrões de beleza e mercado de trabalho para as mulheres. “O que eu percebo é que há entre os jovens uma angústia no sentido de e agora, o que podemos fazer, por exemplo, quando ouvimos um comentário machista? As formas de atuação são inúmeras, não só em coletivos feministas, mas como multiplicadores desses preceitos inclusive no movimento estudantil”, explica Georgia Faust.


 

Participaram também do debate a diretora-geral do Câmpus Gaspar, Ana Paula da Silveira, e a professora de Sociologia do Câmpus Gaspar Giane de Carvalho. “A pauta feminista não pressupõe uma superioridade ao gênero masculino, mas sim uma transformação social de valores históricos e culturais que oprime, discrimina e violenta, dia a dia as mulheres. Por isso, a luta pela equidade de gênero e, portanto, o feminismo, traz como proposta a perspectiva humanística de transformação de mundo e de valores sociais historicamente determinados pelo modelo patriarcal”, afirma Giane.

 

A professora apresentou ainda dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres que mostram que o Brasil está entre os cinco países do mundo que mais registram crimes de feminicídio. “No contexto do trabalho as mulheres recebem em média 21% a menos que os homens para realizar o mesmo trabalho. Na política, em termos de presença feminina em parlamentos, o Brasil só apresenta resultados melhores do que o Haiti, Belize e São Cristovão. Um dado que chama a atenção é que as mulheres só passaram a ter direito universal ao voto obrigatório no Brasil em 1946.”


Giane lembrou ainda que as mulheres serão também muito afetadas pela proposta de Reforma da Previdência (PEC 287) que está em tramitação no Congresso. “Caso a proposta seja aprovada, as mulheres serão as mais prejudicadas porque sua aposentadoria será igualada à aposentadoria dos homens, sem levar em conta as múltiplas jornadas de trabalho entre os afazeres domésticos, maternidade e mercado de trabalho; sendo esta uma falsa ideia de igualdade de gênero porque ignora a vigência do machismo em nossa sociedade.”



Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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